Empreendedorismo na Gestão Pública - Parte I

Ao longo dos anos uma série de mudanças vem ocorrendo na esfera social, econômica, política e cultural. Uma das causas dessas mudanças está relacionada ao rápido desenvolvimento tecnológico, provocado pela evolução das áreas da comunicação e da informática. Assim também as Administrações Públicas vem se transformando, devido às modificações necessárias e exigidas pela mudança de consciência dos cidadãos, que geram maiores expectativas e exigências em relação à prestação de um serviço público de qualidade, célere, eficaz e eficiente, com transparência e com o menor dispêndio possível de recursos, reconhecendo que a administração burocrática não mais corresponde ás demandas de seus usuários.
Nesse contexto percebe-se que as organizações públicas encontram maior dificuldade na efetivação dessa flexibilidade, uma vez que são regidas eminentemente por normas e regras rígidas, em que somente é autorizado fazer o que a lei permite, onde a cultura organizacional é estereotipada, com procedimentos hierarquizados, com paradigmas autoritários, onde o funcionário público é mero cumpridor de ordens, sendo desprovido de iniciativa própria, fator esse agravado pela ineficiência e a desmotivação do funcionário público, que não pode ser punido com a demissão, além da corrupção que assola nosso país e desola o cidadão, que ali lhe colocou no poder, para representar os interesses da sociedade e não em benefício próprio.

Nesse sentido, as mudanças organizacionais partem de mudanças de comportamento e de atitude originárias das próprias pessoas integrantes das organizações públicas, as quais precisam ter um maior comprometimento com a instituição, bem como desenvolverem a capacidade de aprender, de inovar, de incentivar, de fomentar e de adaptar-se às novas situações. Obedecendo sempre aos princípios de legalidade, impessoalidade, razoabilidade, moralidade, publicidade e eficiência.

O Estado deve agir de forma á estimular o desenvolvimento econômico, tendo como preocupação a promoção do bem comum, determinando assim ações empreendedoras que possibilitem a redução da máquina estatal, a descentralização do serviço público, prestação de serviço eficiente e de qualidade. Criando alternativas mais eficazes para atender as diversas demandas existentes na sociedade. Por tanto, cabe ao ente levar ao público esta preocupação, na forma de realização e a população, cabe exigir cada vez mais esse tipo de iniciativa dos gestores públicos.
Criando assim mecanismos de controle, promovendo a democracia e proporcionando o bem-estar coletivo através do equilíbrio social, econômico e político, surgindo então uma administração pública eficiente, com valor estratégico capaz de reduzir lacunas que separam da demanda social, econômica e política da satisfação das necessidades pleiteadas pela sociedade. Não atendendo somente aos princípios legais, mas também a política de resultados, assumindo riscos, inovando, fazendo a diferença em benefício aos seus clientes, ou seja, os cidadãos.

Por tanto, as organizações públicas precisam embutir em suas diretrizes e práticas uma constante busca de oportunidades inovadoras, tratando as mudanças como oportunidades e não como ameaças, pois o processo de globalização gera tantas oportunidades quanto perigos, seja na vida pública ou na privada, por tanto é preciso prestar-mos atenção ás diferenças culturais.

continua..

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